
Por muito que a globalização faça parte das nossas vidas, com tudo o que tem de bom e de nefasto, a verdade é que da especificidade de cada mercado, resultam ainda imagens de marca completamente diferentes, mesmo para empresas que apostam numa filosofia única, implementada universalmente nos 4 cantos do mundo. Isto deve-se, não só à maior ou menor abertura de cada país, povo ou cultura (que se reflecte necessariamente nos seus gostos e nas suas opções), mas também, e sobretudo, na forma como as marcas trabalham localmente a sua própria imagem.
E aqui os concessionários têm um papel fundamental, porque é principalmente através deles que os consumidores vão construindo a sua própria visão de cada marca. Por muito bons, apelativos ou robustos que sejam os seus produtos, se os postos de venda e de assistência técnica não produzirem excelência em toda a linha, não haverá marca capaz de gerar uma fidelidade sólida e crescente por parte dos seus clientes.
Com a integração da Skoda no Grupo Volkswagen, muita coisa mudou nesta área. Em Portugal, houve mesmo alterações ao nível da empresa importadora. Digamos, em jeito de síntese, que a fase inicial teve como objectivo primeiro fundar uma rede de concessionários capaz de cobrir todo o território nacional. Foi um período de enorme expansão, fazendo-se quase ‘tábua rasa’ sobre uma imagem de marca em decadência, ainda muito associada à Cortina de Ferro. Em parte por alguma falta de informação, a Skoda em Portugal não deixou de medrar num ambiente adverso, desbravando o seu caminho de crescimento num clima de algum receio e até de preconceito.
Mais de uma década depois, a Skoda está definitivamente implantada no nosso país. Passado o ‘boom’ inicial, um período de adaptação em que todos os intervenientes desta construção - importador, concessionários e clientes - se foram adaptando progressivamente a uma realidade completamente nova, é tempo de se consolidar o trabalho feito e apostar no futuro. Há margem para crescer, para inovar, para subir o nível qualitativo dos serviços prestados, enfim, há espaço para almejar o topo que uma marca como a Skoda tem, por mérito próprio, o direito - ou melhor ainda, a obrigação - de conquistar.
Nesta saudável ambição pela qualidade, fundar-se-á o único caminho capaz de dar à marca da Seta Alada o próspero futuro que merece em Portugal. Daqui, separar-se-á o trigo do joio. Só subsistirão os concessionários capazes de gerar excelência, com profissionalismo e inovação. Triunfarão aqueles que estiverem aptos a superar-se permanentemente, os que forem capazes de estimular os seus colaboradores, incutindo-lhes valores de responsabilidade, perfeccionismo e verdadeiro ‘amor à camisola‘. Todos os outros, aqueles que não se regerem por esta bitola, serão justamente engolidos pelas agruras do mercado, que não perdoa a quem não faz da sua marca, o orgulho e a bandeira do seu trabalho.
Com uma longa vida carregada das mais duras vicissitudes, a Skoda só chegou onde chegou porque este espírito de excelência, de brio profissional e de paixão persistiu em manter-se vivo nas fábricas, nos importadores e nos concessionários. Claro que alguns dos intervenientes que fizeram parte das sua história, aqueles que não souberam colocar-se à altura da missão a que foram chamados, ficaram pelo caminho. Mas nestes mais de cem anos de decantação qualitativa, está provado que não há lugar para a mediania ou para a mediocridade. Só há espaço para o cume - para a excelência. Uma excelência movida a rigor, perfeccionismo e paixão. Uma excelência que dá cor ao que de mais charmoso existe na Seta Alada - a construção, a venda e a manutenção de automóveis plenos de alma.
Uma aura que não está ao alcance de todos.
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