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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Škoda Rapid: 'Batismo' Confirmado


Por ocasião do Salão de Beijing, a Direção da Škoda Auto deu a conhecer, por fim, o nome oficial a adotar pela berlina compacta baseada no protótipo MissionL, que será lançada na europa ainda no decorrer deste ano.

A agora confirmada designação Rapid, já presente na versão indiana do modelo, retoma um nome histórico para a marca da Seta Alada, tendo sido usado pela primeira vez pela casa de Mladá Boleslav na década de 1930, num automóvel particularmente avançado e arrojado para a época, cujo sucesso foi injustamente travado pelo deflagar da 2ª Guerra Mundial. Mais tarde, o sucessor do incontornável «Porsche do Povo» - o desportivo 110R -, voltaria a acolher esta feliz designação, desta feita sob a forma de um acessível coupé de duas portas com motor e tração traseiros que, não sendo o último grito tecnológico, atraía a clientela com um charme muito particular, um divertido comportamento [típico de um 'tudo atrás'] e um preço esmagador para os predicados do produto.

Por fim, no decorrer do ano passado, e ainda antes da apresentação oficial da variante indiana da nova berlina compacta, começou a ventilar-se a hipótese de recuperação deste nome capital para a história da Škoda, numa fase em que chegou a dar-se como certo o batismo de «Lauretta» para o modelo do país do Taj Mahal. Porém, feito o lançamento do modelo e recuperado o epíteto Rapid, abriu-se espaço para uma nova questão: como se viria a chamar a versão europeia da nova berlina compacta? A resposta chegou agora de forma oficial, sendo certo que a Škoda optou por uma via particularmente invulgar - a adoção de um mesmo nome para dois modelos distintos, - mesmo que integrando o mesmo segmento e partilhando muita coisa em comum, embora vocacionados para mercados diferentes.

Mais informações em: www.skoda-auto.com

[foto: InAutoNews | www.inautonews.com]

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

'Chiques' e 'Modernos Como Nunca'

Uma consulta ao fantástico «Skoda Portal», de Sebastian Koch, deu-nos a conhecer importante matéria, da autoria da germânica «AutoBild», sobre o futuro da Skoda. É que, para além de um comparativo do protótipo «MissionL» com o Octavia, o AutoBild não enseja um ensaio à aparência dos futuros Octavia III, Rapid 'SpaceBack', Roomster II e até Yeti II. E, há que referi-lo, não faltou ousadia aos profissionais do «AutoBild» que, contrariando declarações recentes de Dirigentes da marca checa, insistem mesmo na versão carrinha do «Rapid», naquilo que interpretam como uma espécie de contraponto estilístico à racionalidade da Fabia Combi... Por outro lado, desbravam já caminho para o Yeti II, modelo que segundo aquela publicação será lançado em 2016, em variantes de 4.30 m e de 4.60 m.

Não falta, portanto, matéria de interesse aos conteúdos do «AutoBild» que, a avaliar pelo teaser lançado no sítio da publicação, antevê uma Skoda ainda mais «chique» do que agora, advertindo mesmo os leitores sobre como serão os futuros modelos da Seta Alada: «modernos como nunca, mas não onorosos»! Isto promete!

Mais informações:









[imagens: AutoBild | extraídas de: http://www.autobild.de/]

terça-feira, 11 de outubro de 2011

[Euro] Rapid - Antevisões


Enquanto o Rapid indiano faz furor a uns largos milhares de quilómetros daqui, nós teremos que esperar mais uns meses para podermos brindar à chegada ao mercado da variante europeia do modelo. Entretanto, e com base nas imagens e nas informações recolhidas durante o Salão de Frankfurt, por ocasião da apresentação do protótipo «MissionL», vão surgindo novas antevisões do [Euro] Rapid. Desta feita, por mão da «Auto Prudovce». Contudo, e a fazer fé nas palavras do Engº Eckhard Scholz [Diretor do Departamento Técnico] e do Dr. Jürgen Stackmann [Diretor de Vendas e Marketing], a passagem à produção de uma variante Rapid Combi estará mesmo fora de questão, não só pelo facto da Skoda já ter uma boa gama de carrinhas, como também por este ser um tipo de carroçaria cuja apetência se confina à europa, afastando-se assim do caráter global que se pretende imprimir ao novo modelo. Ou seja, a ilustração da Combi que aqui revelamos não deverá passar do papel. Contudo, os referidos responsáveis afiançaram também que serão estudadas outras variantes de carroçaria do Rapid, pelas quais aguardamos com particular expetativa.


Mais informações em: http://www.autopruvodce.cz/

[imagens: Auto Pruvodce / Motor-Presse Bohemia sro | extraídas de http://www.autopruvodce.cz/]

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Azeite e Água


A propósito do «MissionL» uma revista da especialidade automóvel escreveu como título A Skoda responde…à Dacia. O semlimites leu a notícia e nem uma palavra encontrou que explicasse o misterioso título!
Mas tal interpretação fez-nos pensar. Quem ficar só pelas gordas, poderá pensar que a Skoda e a Dacia jogam na mesma divisão. O que não corresponde à verdade. A Skoda está na Liga dos Campeões e a Dacia a lutar para subir à 2º Liga. E agora que as imagens do «MissionL» foram reveladas o título que era misterioso, passa a ser pouco rigoroso.
Existem dois pontos em comum nas duas marcas. Ambas são da Europa de Leste. Uma romena e outra checa. Ambas pertencem a dois grupos de construtores muito poderosos. A Renault e a VW. Mas em tudo o resto estão à distância de anos-luz uma da outra.
A Skoda sempre foi a marca de automóveis mais conceituada e internacionalizada da Europa de Leste. Enquanto outras marcas copiavam modelos da Europa Ocidental (a Dacia fabricou durante décadas uma versão Renault 12), a Skoda sempre apresentou os seus próprios produtos com grande rigor e qualidade. Basta não esquecer que é uma marca centenária com um passado de orgulho. E actualmente não é o parceiro pobre do Grupo VW. Bem pelo contrário. Contribui, e muito, para o fortalecimento do Grupo e para os seus avanços tecnológicos. Os Engenheiros da Skoda são conhecidos por não brincarem em serviço. E depois, não dá prejuízo como a Seat. Pelo contrário, e apesar da crise, tem vindo a consolidar os lucros e a aumentar sustentadamente as vendas e a produção. A meta para breve será um milhão e meio de carros ao ano.
A Skoda nunca teve a pretensão de fabricar automóveis low-cost. Nem nunca necessitou de escrever na traseira dos seus automóveis by Volkswagen. A Skoda é no mundo dos construtores automóveis a marca que mais tem evoluído e contribuído para o sucesso. Claro que está atenta aos mercados pelos 5 continentes. O Rapid (tudo indica que vai ser assim baptizado) nunca será um low-cost, nem nas linhas, nem no conforto, nem na fiabilidade e muito menos na segurança. Produzir muito bem e vender a um custo justo não está ao alcance de todos. Quando compramos um Skoda sabemos que estamos no século XXI. Não somos transportados pela máquina do tempo e compramos um automóvel do século XX.
A Dacia segue o seu caminho que esperamos que seja brilhante. A Skoda segue o seu. Mas o azeite nunca se dilui na água.
[foto: Skoda Auto]

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Tudo [o que se sabe] [e o que se antevê] sobre o «MissionL»
























Já se esperava que a apresentação oficial do «MissionL» fosse relativamente parca em detalhes sobre o automóvel. Contudo, o Engº Eckhard Scholz - Diretor do Departamento de Desenvolvimento Técnico - acabou por ser mais específico que o próprio Presidente da Skoda, adiantando os primeiros detalhes sobre os conceitos gerais e o perfil tecnológico genérico do automóvel. 

Segundo este dirigente, numa altura em que a vida das pessoas se tornou particularmente complexa, há um crescendo de clientes que procuram opções muito claras e diretas para os seus ensejos, no que diz respeito a automóveis. Neste sentido, o «MissionL» foi especificamente desenvolvido para dar resposta a um setor de mercado particularmente exigente e focado naquilo que é realmente importante. É por esta razão que, tal como revelado pelo Engº Scholz, o «MissionL» tem um desenho tão depurado e preciso, resultando numa saudável simbiose entre emoção e racionalidade. Por outro lado, foi desenvolvido com uma «engenharia que faz sentido» - preparada para dar resposta cabal às necessidades e às aspirações reais das pessoas.

Para lá deste intróito concetual, o Diretor Técnico da Skoda adiantou ainda que o automóvel rondará os 4.50 m de comprimento, terá um espaço interior referencial para a classe de veículos compactos - tanto para passageiros, como para bagagens [a mala terá capacidade superior a 500 l] -, e será dotado com motores a gasolina e gasóleo com desempenho referencial em termos ambientais [suspeitamos que, na europa, a gama tenha como base os competentes 1.2 TSI e 1.6 TDI]. Por outro lado, há ainda que mencionar a utilização de opções tecnológicas fiáveis e robustas, a par da dotação do automóvel com elevados padrões de segurança. 

Numa tónica mais especulativa, e daquilo que nos é dado ver através das imagens publicadas, parece-nos que o «MissionL» de produção deverá vir equipado com jantes de menor raio, ganhará uma distância ao solo um pouco mais folgada, terá puxadores de porta convencionais e dificilmente será dotado com um tão generoso teto panorâmico. Por outro lado, a iluminação de led's afigura-se ainda como uma incógnita, embora a sua utilização se esteja progressivamente a banalizar. No demais, a passagem à produção do automóvel parece bastante plausível, podendo, contudo, sofrer um ligeiro 'amaciar' nos vincos da carroçaria, por força das questões técnicas e de custos associados a estas opções estéticas.

No que concerne a interiores, o protótipo tem um tabiê particularmente sóbrio e elegante, onde imperam a depuração e o bom gosto - fugindo com particular eficácia à 'cacofonia' de curvas desmedidas (normalmente polvilhadas com uma salada de botões de utilidade duvidosa), que se tornou moda balofa no setor automóvel. Também aqui, e para lá de expetáveis diferenças em termos de opções cromáticas, de materiais,  de comandos e de auto-rádios, a similaridade face à versão de estrada parece ser bastante provável. Por outro lado, suspeitamos que os bancos dianteiros da versão de produção venham a ter alguma familiaridade, pelo menos em termos de desenho, com aqueles que se estrearão no citadino que a marca irá apresentar em finais de outubro, princípios de novembro [data agora ventilada na comunicação social checa]. Ou seja, parece-nos plausível que em ambos os casos os apoios de cabeça façam parte do próprio encosto, não se assumindo como elementos autónomos, com acontece, por exemplo, nos bancos traseiros do automóvel, cujas formas parecem já 'retiradas' das linhas de produção. 

E para já é tudo o que sabemos sobre o «MissionL». Mas continuaremos alerta...



[fotos: Auto.cz | extraídas de: www.auto.cz]

Salão de Frankfurt 2011 [III]















Eis a primeira imagem virtual dos interiores do MissionL. Muito promissora...

[imagem: Skoda Auto]

Salão de Frankfurt 2011 [II]

«Optámos por uma abordagem muito purista para este protótipo. Estruturámos as superfícies de forma simples, mas marcante. Como resultado, o veículo tem um aspeto forte, desportivo. O seu design transmite simplicidade e um caráter jovial». 


Jozef Kabaň, Diretor do Departamento de Design da Škoda Auto


Mais informações em: www.skoda-auto.com

[foto: Skoda Auto]

Salão de Frankfurt 2011 [I]




Mais informações em: www.auto.cz

[fotos: Auto.cz | extraídas de www.auto.cz]


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

«Mission... Impossible»?

Nos últimos meses tem-se intensificado a divulgação cibernáutica de conteúdos em torno do veículo compacto que a Skoda irá lançar para fazer a ponte entre as gamas Fabia e Octavia. Com a divulgação das primeiras fotos e de alguns [escassos] dados oficiais, parecem começar a clarificar-se, por fim, os contornos definitivos de tão importante automóvel.

Para já sabemos, de fonte oficial, que as variantes global e indiana serão distintas entre si, o que vem confirmar o já conhecido perfil do 'Lauretta', sem que tal impeça consideráveis diferenças face à versão de produção do «MissionL».

Com os dados de que dispomos, parece-nos óbvia a evolução por dois caminhos distintos: para a versão indiana a Skoda partiu da base mecânica do VW Vento e do idioma linguístico do Fabia para propor um automóvel capaz de arrasar no segundo país mais populoso do mundo. Note-se que, numa economia emergente – onde o preço é um fator preponderante – a Skoda tem que se impor com uma proposta ganhadora nesse domínio pelo que, fruto das sinergias colhidas, estará em condições de oferecer mais automóvel por menos dinheiro. Num mercado onde o Fabia tem cotação premium e onde o Vento se tem imposto na categoria das berlinas compactas, parece-nos que o 'Lauretta' terá mais do que robustecidas condições para esmagar a concorrência.

Por outro lado, e para os restantes mercados, - bastante heterogéneos entre si, por sinal - a Skoda, com o «MissionL» de estrada, parece procurar um ponto de equilíbrio olímpico, ao oferecer um novo conceito [e não apenas mais um automóvel], num segmento que tem muito para dar à marca. E vice-versa. Eis, pois, a nossa própria interpretação do assunto:

A verdade é que no segmento do Golf a resposta da marca da Seta Alada começou por fazer-se com o Octavia mas, fruto do tipo de carroçarias adotadas e, sobretudo, da excelência das propostas, o mais bem sucedido dos modelos Skoda cedo se destacou do seu primo germânico, imiscuindo-se em segmentos superiores com invulgar mestria. Ou seja, por mérito próprio, o Octavia passou a girar noutra esfera, distanciando-se progressivamente das suas origens, em voos cada vez mais altos. Por outro lado o Fabia, sendo um dos melhores e mais espaçosos utilitários do mercado, nunca enjeitou fazer mossa aos compactos do segmento acima. E fá-lo com todo o mérito. Porém, há que reconhecê-lo, para continuar a garantir os louros da esfera dos utilitários, com vendas em crescendo e uma invejável maturidade, o Fabia não poderá renegar as caraterísticas-chave da classe em que nasceu. Agrava-se assim um mais que evidente hiato entre as gamas Fabia e Octavia – algo que o Grupo VAG sempre renegou com receio da inevitável agitação que uma proposta da casa da Seta Alada poderia trazer para o segmento, com temíveis sequelas para o referencial Golf.

À sua peculiar maneira, isto é, de forma particularmente inteligente, a Skoda encontrou espaço para uma saída que se adivinha brilhante. Tudo começará, especulamos nós, com o lançamento de uma berlina de 5 portas, dimensionalmente a 3/4 de caminho entre o Fabia e o Octavia. A apetência dos mercados da europa central e de leste, bem como dos asiáticos, por este tipo de carroçaria acaba por ser o ponto de partida para outras ambições. Porém, a atratividade do produto será tal e a generosidade interior da proposta checa tão evidente que as famílias e as empresas dos mercados ocidentais também não ficarão indiferentes ao modelo. Até porque o desenho elegante, intemporal e cuidado do automóvel será galvanizador dos maiores elogios [já está a sê-lo!]. Por outro lado, num segmento tão competitivo, a Skoda terá necessariamente que fazer a diferença e aí joga-se uma cartada de trunfos – a marca de Mladá Boleslav irá propor muito mais automóvel por menos recursos. Estamos a falar de mais qualidade, mais espaço, mais economia e mais atratividade. Por menos dinheiro. Não só na hora de adquirir, como também de utilizar e de manter. Mas como? Propondo uma base mecânica um pouco diversa da do Golf – tecnicamente menos complexa – logo, mais económica -, mas igualmente eficiente. Será possível? Sim! E a resposta até já foi parcialmente ensaiada no Jetta americano, a quem – especulamos nós – o «MissioL» irá buscar o robusto chassi com 2.65m de distância entre eixos, a combinação do trem dianteiro McPherson com a suspensão traseira semi-independente e os travões de trás específicos, para lá da 'importação' direta das portas e dos espelhos retrovisores. Resta saber se o aumento massivo das vias face à variante europeia do Jetta também será [ou não] aplicada no modelo checo. Porém, numa observação fria, tudo isto poderá soar a um downgrade face à sofisticação europeia do Golf VI. Diga-se aqui a verdade: a tecnologia é apenas um meio para atingir um fim. Mesmo que seja um argumento de marketing não negligenciável para o consumidor europeu, mais focado em caraterísticas técnicas. Contudo, e em bom rigor, não há garantias de que uma maior complexidade mecânica resulte invariavelmente em melhores resultados. E em última instância o que conta são mesmo os resultados. Para darmos um exemplo concreto, regressamos à América para estabelecemos um novo paralelo. Aquando do lançamento do Jetta americano, James R. Healey, jornalista ao serviço do «USA Today», ao ter conhecimento das caraterísticas técnicas do novo automóvel, desconfiou prontamente do novo layout mecânico da berlina VW. Relembre-se que, face à geração precedente e à presente versão europeia, se perdera uma suspensão traseira multi-link e um sistema de travões traseiros baseado em discos. Porém, em estrada e em condições reais de condução, Healey ficou estupefato com o comportamento do carro: a compleição de movimentos, a segurança em manobras de emergência e o conforto a bordo não foram minimamente beliscados com as novas opções técnicas adotadas. Por outro lado, o aumento do espaço interior e a redução de preço em de cerca de 10% face ao anterior modelo foram acolhidos com particular vivacidade.

Parece-nos, pois, que o caminho da Skoda poderá passar por aqui. Sem deixar de contar, contudo, com aquela centelha extra de saber que só os engenheiros de Mladá Boleslav parecem imprimir aos seus produtos. Mas nós vamos mais longe e queremos mesmo acreditar que ao «MissionL» [será o 'L' de limousine?], se seguirão um «MissionC» [de Combi] e outro H de [Hatchback] – este último em jeito de sequela direta do «VisionD». Mission Impossible? Não nos parece... Estamos a falar da Skoda.

Mais informações em:

[foto: Skoda Auto]