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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Certificado de Construção para Clássicos
















A Škoda Auto passou a disponibilizar um fantástico serviço exclusivamente dedicado a proprietários de clássicos com a chancela da Seta Alada. Trata-se da emissão de um 'Certificado de Construção', baseado nos dados constantes dos Arquivos Históricos do construtor e que, em muitos casos, poderá trazer grandes novidades aos atuais proprietários dos veículos. É que, em situações ideais, o certificado indica não só os números do chassi, do motor e da carroçaria, como também a cor original do automóvel, a fábrica em que foi construído, o nível de equipamento original e até o nome do primeiro proprietário do veículo. Tudo isto com certificação oficial, devidamente atestada, e impresso num diploma de luxo.

Os interessados deverão contactar diretamente os Arquivos Históricos da Škoda, através do telefone +420 326 831 133 ou do email archiv@skoda-auto.cz, a fim de solicitarem este serviço. O preço de um certificado completo cifra-se nos €47, enquanto nos casos em que só esteja disponível parte dos dados solicitados, o valor final a pagar será reduzido em 10 euros, limitando-se aos €37 finais. Vale bem a pena!

Mais informações em: www.skoda-auto.com

[imagens: Škoda Auto]

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Um Zero À Direita























Nos idos anos 80, a gama 105 da Skoda não pôde ser comercializada em França com a sua nomenclatura original. A razão era simples: a Peugeot tinha reservado, por meio de patentes, todos os números com três dígitos nos quais o algarismo do meio fosse um zero. A solução encontrada pela casa de Mladá Boleslav foi introduzir, exclusivamente para este mercado, um zero à direita. Assim o 105 transformou-se no 1050. Uma peculiaridade muito francesa...

[imagem promocional de época]

domingo, 23 de setembro de 2012

Sempre a marcar pontos





Para lá da oficialmente anunciada participação de um Felicia Cabrio no Rali «Hamburg-Berlin-Klassik», a Škoda fez-se representar por 4 outros estóicos modelos na prova, que defenderam as cores da Seta Alada com elevada elegância e bravura. E entre Porsches, Ferraris, Mercedes, BMWs, Bentleys e outras preciosidades premium, a Skoda soube - uma vez mais - intrometer-se na 'Liga dos Campeões', almejando classificações no topo da tabela que, como se sabe, contemplava 180 participantes. A saber:

- Škoda 1000 MB [1966] | 1º lugar da Classe 3 | 5º lugar da Geral;
- Škoda 130 RS [1976] | 4º lugar da Classe 4 | 10º lugar da Geral;
- Škoda Octavia [1961] | 10º lugar da Classe 3 | 20º lugar da Geral;
- Škoda Felicia [1960] | 13º lugar da Classe 3 | 24º lugar da Geral;
- Škoda Felicia [1961] | 56º lugar da Classe 3 | 129º lugar da Geral.

Porque a qualidade Škoda vem de longe...


Mais informações em: www.autobild.de/klassik/


[foto: Auto Bild | extraída de: www.autobild.de/klassik/]

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Charme Desportivo















Um muito elegante Škoda Felicia descapotável, honrará as cores da marca da Seta Alada na 5ª edição do «Hamburg-Berlin-Klassik», importante evento organizado pela «Auto Bild Klassik». A prova realiza-se entre 20 e 22 de setembro, tem 180 inscritos e compreende um percurso de 750 km. Claro que a Škoda não podia faltar ao desafio.

Mais informações em:
www.skoda-auto.com

[foto: Škoda Auto]

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Dupla Vitória















A brilhante participação da Škoda no «Schloss Bensberg Classics» foi devidamente recompensada com duas valorosas vitórias num dos mais exigentes certames de clássicos do mundo. A saber:

- 1º lugar da Categoria 3 [automóveis construídos antes de 1945], com o Popular Monte Carlo da equipa do Museu da marca;
- 1º lugar da Categoria 2 [automóveis construídos entre 1946 e 1979], com o 130 RS da Škoda Auto Deutschland.

Para aqueles que ainda desvalorizam o passado do construtor da Seta Alada, aqui fica uma bela lição do savoir faire checo, sublinhado pela elegante forma como tanto a casa-mãe, como o importador germânico, fazem uso destas iniciativas para prestigiar a marca. 

Parabéns aos vencedores!

Mais informações em: www.skoda-auto.com

[foto: Škoda Auto]

sábado, 8 de setembro de 2012

4ª Edição do Rali «Schloss Bensberg Classics»












Entre 7 e 9 de setembro realiza-se um dos mais importantes e prestigiados ralis de automóveis clássicos do mundo: o famoso «Schloss Bensberg Classics» - uma prova onde, segundo a própria organização, só são admitidos «automóveis muito importantes».

A fábrica Škoda, com uma história riquíssima e um património rolante de primeira água, não teve qualquer dificuldade em passar o rigoroso crivo das inscrições, participando na prova com duas preciosíssimas jóias - um luxuoso 860 de 1932 [que participará no 'Concours d'Elégance'] e um magnífico Popular Monte Carlo de 1937 [que se fará à estrada para defender os predicados dinâmicos das criações de Mladá Boleslav].

O Škoda 860 cabriolet é uma peça exclusiva, já que é o único sobrevivente das 4 unidades fabricadas com este tipo de carroçaria. Curiosamente, durante o seu período de vida ativa, este maravilhoso exemplar não foi poupado a esforços e maus tratos, tendo servido, entre outras coisas, como carro dos bombeiros. Adquirido em 1974 por Jaroslav Janáček, foi restaurado num meticuloso e longo processo, só terminado no final da década de 1990, sendo então comprado pela Škoda, como forma de enriquecer o seu valioso espólio histórico. 

Quanto ao coupé Popular Monte Carlo, dispõe de um motor 1.386 cm3, de 4 cilindros, debitando 30 CV, o que lhe confere uma velocidade máxima de 110 km/h. Porém, com 76 anos de idade e um percurso de 150 km para devorar neste Rali, dificilmente o Monte Carlo será puxado aos limites, até porque se trata, igualmente, de uma peça única proveniente do Museu da marca. Ainda assim, a marca de Mladá Boleslav não hesita em levar o seu acervo para a estrada, o que não deixa de ser uma ousadia a que poucos fabricantes se dão ao luxo. Claro que, neste aspeto, as lendárias robustez e fiabilidade Škoda fazem toda a diferença - predicados imutáveis em 107 de construção automóvel. 

Por fim, refira-se que o júri do 'Concours d'Elégance' será composto por estrelas da indústria, do design e do desporto automóvel, sendo dirigido por Franz-Josef Paefgen e abrilhantado por Giorgetto Giugiaro, Chris Bangle, Jacky Ickx e Walter de’Silva. Tudo nomes sonantes, que fazem jus à exclusividade da prova.


Mais informações em: www.skoda-auto.com


[foto: Škoda Auto]

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

De pernas para o ar


Odair é de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. Contactou o semlimites porque não sabia como adquirir uma miniatura de um Skoda idêntico ao que fora de seu Pai - um magnífico «440 Spartak» azul que, com as voltas que a vida dá, acabaria por vir a ser pintado de vermelho. Mas o melhor mesmo é passarmos à deliciosa aventura vivida e narrada pelo próprio Odair, a quem agradecemos tão espetacular testemunho:
«O Skoda 440 ficou com minha família durante vários anos mas, infelizmente, não tenho nenhuma foto dele. Só agora me dou conta dessa falha. Eu e meu irmão aprendemos a dirigir naquele carro. Éramos dois garotos. Agora estou com 57 anos. Parece que o tempo vai me tornando um saudosista. Quando vi as imagens daquele carrinho tive logo vontade de comprar um. As memórias são muitas. Ele chegou aqui azul. Depois que capotamos com ele, ao concertá-lo, meu pai trocou a cor para vermelho, seguindo instruções de uma senhora que tinha visões (sei lá...), e nessa nova cor nada de ruim poderia acontecer ao carro. A incrível estrutura desse carro salvou nossas vidas. Meu pai era um homem muito bom, mas era muito ruim motorista. Éramos cinco pessoas dentro do Skoda e, mesmo com as 4 rodas para cima, ninguém se machucou e os estragos do carro foram poucos. Havia uma boneca bebê, que saiu pela abertura trazeira depois que o vidro quebrou e um monte de gente correu para socorrer a boneca enquanto as pessoas estavam presas dentro do carro. Mas também foram muitas e ótimas viagens. Aquele Skoda rodou muito chão. Só quem dirigiu um Skoda sabe do que estou falando. Carrinho mágico. Fácil de dirigir, ótimo motor e uma estrutura forte.»

Obrigado Odair! O seu texto é prova viva de que a paixão que os Skodas despertam nos seus proprietários é lendária e vem de longe. Esperamos que num futuro não muito distante a Skoda volte a estar presente no mercado Brasileiro, proporcionando muitas felicidades a milhões e milhões de conterrâneos seus, como faz um pouco por todo o mundo. Nessa altura, terá que comprar um Octavia, o sucessor natural do saudoso «440 Spartak», com o qual poderá voltar a viver magníficos momentos de condução. E nessa altura terá, certamente, novas e deliciosas histórias para nos contar. Contaremos com isso!

[foto extraída de: www.skodovka.pl]

quinta-feira, 5 de maio de 2011

As Delícias do 1000MB



Ora aqui está um filme delicioso. Mesmo quando se fica à margem dos diálogos proferidos em checo, como é o nosso caso. A apresentação começa com magníficas imagens documentais captadas na então renovada fábrica de Mladá Boleslav, para depois nos transportar para uma história ficcional onde um Skoda 1000MB está no centro do enredo.

E mesmo com as barreiras linguísticas, há coisas que se percebem. Um 1000MB a estrear é levantado num concessionário oficial. As indicações sobre o funcionamento da viatura, detalhadamente explicadas por um colaborador Skoda, são acolhidas com muito pouca atenção pelo novo proprietário que, em consequência, não consegue por o carro a trabalhar. O funcionário do stand não esconde um sorrisinho de gozo, acabando, contudo, por 'dar a dica' para o desejado arranque do motor... O casal segue então tranquila viagem pelo campo no seu novo e muito charmoso automóvel. Contudo, a falta de gasolina acaba por estragar a serenidade do passeio. Como há males que vêm por bem, a inexistência de combustível no depósito é pretexto para nos ser revelada uma série de detalhes absolutamente Simply Clever, que fazem do 1000MB um automóvel simultaneamente apaixonante e funcional. Repare, por exemplo, no dispositivo de abertura da tampa do depósito a partir do interior ou a brilhante dissimulação do respetivo bocal sob o logótipo existente no painel lateral da carroçaria. Mas há mais: com o decorrer do filme é-nos mostrado o singular porta-bagagens dianteiro, a engenhosa e muito prática cavidade oculta para arrumação do pneu sobressalente ou o magnífico painel de instrumentos do 1000MB, com o seu brilhante design, tão típico dos anos 60. E, para os menos atentos, chamamos a atenção para um pormenor 'futurista', pelo menos tendo em conta aqueles que eram os hábitos dos condutores portugueses naquela época - a utilização dos cintos de segurança! 

[filme extraído do YouTube]

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Albúm de Família [II]


Um bombeiro checoslovaco orgulhoso da sua ambulância Skoda 1102.

[foto: autor desconhecido]

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Postal Ilustrado [III]


Um Skoda Octavia transformado em "comboio" num parque de diversões em Praga.

[postal de época | extraído de PRAGOS, em www.pragos.cz]

domingo, 26 de setembro de 2010

Postal Ilustrado [II]


O Skoda Octavia fez as delícias de muita gente. O Skoda Octavia continua a fazer as delícias de muita gente.
Aqui fica um postal comprado este Verão no Museu da Skoda em Mladá Boleslav, República Checa.

[Postal editado por: Museu da Skoda]

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Skoda Intercontinental

Numa deambulação pela net encontra-se muita coisa. Muito 'lixo', de quando em quando brindado com uma ou outra preciosidade. São essas pérolas que gostamos de trazer para o semlimites.

Em 5 de Agosto de 2008, João Paulo Santos redigiu no seu blogue a deliciosa estória que aqui hoje transcrevemos na íntegra, à qual deu o nome de «O 1000MB». Já passaram dois anos. E agora, o que será feito do magnífico carro do seu Avô? João, se ler este 'seu' post, não deixe de nos contar as 'cenas dos próximos capítulos'.

«Ando há uns meses obcecado com a ideia de reaver o automóvel da vida do meu avô. Trata-se de um Skoda 1000MB de 1965, que está há mais de 10 anos numa oficina de bate-chapas para ser reparado, tendo ali ficado até hoje num relativo esquecimento.

O ZE-30-65 circulou durante 30 anos, fez imensas viagens em 2 continentes diferentes e ficará para todo o sempre nas minhas boas memórias.

Está de tal maneira presente em mim que ainda consigo lembrar-me do cheiro característico que dos seus estofos emanava.

Foi comprado em Moçambique/Lourenço Marques (Maputo) e por lá andou até 1976, altura em que o meu pai o conseguiu enviar para Portugal onde já estavam os meus avós regressados um ano antes e eu acabadinho de chegar. Dentro de uma das grelhas laterais veio escondido algo, um bem (não me consigo lembrar do que seria) que não era permitido trazer da ex-colónia mas que escondido lá passou.

As viagens mais marcantes que fiz neste carro foram as longas idas de Anadia até Lisboa para ir buscar a minha mãe ou o meu pai ao aeroporto da Portela, vindos de Moçambique para umas férias na ex-metrópole. Eram viagens de 7 a 8 horas de duração.

Marcantes foram também as viagens (mais curtas) até à praia da Barra, em Aveiro.

Um pequeno e inocente vício na ternura dos meus 4 anos de idade era simplesmente isto... virava-me sempre para trás... ajoelhava-me no banco traseiro (em 1976 cintos de segurança nem nos bancos da frente eram obrigatórios) e observava tudo o que ia ficando.

Entretanto, desde esse tempo, 3 décadas "voaram", o meu avô já não está entre nós e este vazio será simbolicamente minimizado com o nosso Skoda.

Pedem-me 1500€ pelo trabalho que foi feito e se juntarmos o tempo que esteve parado na oficina até que pode ser um valor justo, não o questiono, apenas não quero pagar tanto e assim lá ando numa negociação que já dura desde há uns meses numa tentativa de o baixar. E não é que começa a dar os seus frutos.

No último telefonema lá consegui arrancar "então homem? afinal quanto é que pode pagar?" - recusei responder dizendo-lhe que os 1.500€ é que não podia ser e que ele descesse ao máximo possível que ia levantar o carro.

Ficou de falar com o filho... fiquei de ligar ontem... ligarei apenas na quarta-feira.»


[foto: catálogo de época]

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Liberdade


1º Grande Guerra, a Skoda estava lá.
2º Grande Guerra, a Skoda estava lá.
Divisão da Europa em dois blocos, a Skoda estava lá.
Queda do Muro de Berlim, a Skoda estava lá.
Em 1974 Portugal muda de regime e a Skoda estava lá. Encontrámos esta fotografia do dia 25 de Abril de 1974, onde os soldados realizavam uma barragem nas ruas de Lisboa com um Skoda Octavia e um Skoda 1000MB. Como sempre a Skoda nos momentos decisivos.
São mais de 100 anos de história que se funde com a história da Europa e do Mundo.

[foto: retirada do livro da resistência à Libertação de Sérgio Guimarães com fotografias de Abel Fonseca, Alberto Gouveia, Alfredo Cunha, CIDAC, Eduardo Gageiro, Fernando Baião, Francisco Ferreira, Hernando Domingues, João Paiva, José Tavares e SECS.]

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Cultura Geral [II] - o VOS


Com a segunda edição do desafio «Cultura Geral», parece-nos ficar claro que a história da nossa marca é bem conhecida dos leitores deste blogue. Pelo menos de alguns. Neste caso em particular, 'J.Kuelho' foi muito perspicaz na observação do nosso desafio e descortinou com facilidade tratar-se do gigantesco Skoda VOS - um automóvel ao qual já aqui tinhamos feito referência, no passado. Na altura de saudar e congratular 'J.Kuelho' pela sua feliz participação, apresentamos mais algumas fotos do VOS - todas elas belíssimas - da autoria do sítio checo «Veteran Auto».


Mais informações em: http://www.veteran.auto.cz/

[fotos: Veteran Auto | extraídas de http://www.veteran.auto.cz/]

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Cultura Geral [II]

Depois do «Abóbora» ter sido prontamente desvendado por um dos nossos perspicazes leitores, apresentamos hoje um segundo desafio de Cultural Geral. Para não darmos 'pistas', os créditos fotográficos da ilustração publicada serão revelados oportunamnete, quando apresentarmos a solução para o 'passatempo' agora lançado.

[créditos fotográficos a revelar oportunamente]

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

«Hamburg-Berlin Klassic 2010»

No Verão, multiplicam-se as provas de clássicos na Alemanha. E a Skoda não enjeita a oportunidade para tirar as suas preciosidades do Museu e as levar para a estrada, onde a elegância, a fiabilidade, a boa disposição e o espírito desportivo são tónica dominante entre todos os participantes que envergam as cores da Seta Alada.

Desta feita, a participação foi no «Hamburg-Berlin Klassic», uma prova com a chancela da «Auto Bild» que reúne todos os anos a nata dos clássicos de todo o mundo. Como não podia deixar de ser, a Skoda esteve em grande. As imagens falam por si.










[fotos: Auto Bild | extraídas de http://www.hamburg-berlin-klassik.de/]

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Cultura Geral [I]




Com a rúbrica «Cultura Geral» vamos testar os conhecimentos dos nossos leitores. Começamos com um desafio relativamente simples. Que automóvel se encontra parcialmente ilustrado na foto?

[foto original: Skoda Auto | editada por: semlimites] 

sexta-feira, 28 de maio de 2010

«Vinnertype...»


[imagem: publicidade norueguesa de época ao 1000MB]

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Protótipos Anónimos [VI] - Sagitta


No final dos anos 30, a Škoda começou a desenvolver um pequeno automóvel cujas características o tornariam na porta de entrada no universo da marca de Mladá Boleslav. Visto aos olhos de hoje, seria o que chamaríamos de um citadino. Tratava-se de um veículo de dimensões contidas, baixo peso e de preço reduzido, a posicionar comercialmente abaixo do fantástico Popular. Para tal, o construtor checoslovaco desenvolveu um pequeno motor de 2 cilindros em V, refrigerado a ar, cujo ruído dir-se-ia parecido com o de... uma Harley-Davidson. A caixa de velocidades, montada sobre o eixo traseiro, era do tipo transaxle, como acontecia com o Popular. Em termos de design, o pequeno carro colhia inspiração nos seus irmãos mais velhos, sendo, por isso, particularmente elegante e charmoso. Quanto ao nome de baptismo foi escolhida a feliz designação de Sagitta, que em checo significa «Seta».

O projecto foi desenvolvido até uma fase bastante avançada, tendo chegado a ser construídos 5 protótipos do modelo. Porém, com a ocupação nazi, a sua industrialização foi cancelada e o Sagitta acabaria por mergulhar no esquecimento. Com o passar dos anos, o rasto dos 5 protótipos parecia definitivamente perdido, até que, em 1973, a fábrica encontrou o exemplar de que hoje lhe falamos. Porém, esta descoberta aconteceu num período em que a Škoda começava a viver momentos menos felizes, e onde as prioridades eram outras, bem distantes do restauro do seu espólio. Assim sendo, o pobre Sagitta voltaria a ser devolvido às torturas da ferrugem, desta feita abandonado num armazém muito exposto aos efeitos da humidade.

Com a integração no Grupo Volkswagen, a história da marca passou a merecer renovada atenção e Eva Ticova, que dirige o Departamento de Restauro da fábrica desde 1997, acabaria por reencontrar o Sagitta outrora abandonado. Paralelamente a outros afazeres, a equipa que dirige já realizou, desde a sua chegada, dez importantes restauros, o último dos quais devolveu o pequeno Sagitta ao garbo dos anos 30.

Quando foi reencontrado, o taquímetro do automóvel registava apenas 14.000 Km rodados, mas este número não ajudava muito porque, em boa verdade, parecia muito pouco credível. O automóvel tinha sinais evidentes de maus tratos e apresentava-se com faróis dianteiros que não eram originais, incorporava bancos de um Octavia, contava com alterações no sistema de abastecimento de gasolina e de exaustão e o próprio carburador dava indícios, pelo tipo de pintura utilizada, de que já não era original. Até os vidros das portas, originalmente de correr, tinham sofrido alterações, sendo agora de accionamento por manivela.

A primeira dificuldade com que Eva Ticova se deparou foi com a falta de documentação existente em arquivo. Pouco mais restava do que meia-dúzia de fotos tiradas já no pós-guerra, numa altura em que os protótipos estavam na posse de particulares e já tinham sofrido alterações para melhor responder aos gostos e necessidades dos seus novos donos. Ou seja, as próprias fotos não eram uma boa base de trabalho para o rigoroso restauro em que a fábrica de Mladá Boleslav se lançara. Porém, o renascimento do Sagitta haveria de ser bafejado com um golpe de sorte e o Departamento de Restauro travaria conhecimento com um coleccionador de Carlsbad que possuía um dos outros 4 protótipos desaparecidos, em condições quase originais, ainda por restaurar. Tinha sido encontrada uma fonte histórica credível.

Adivinhava-se um longo e árduo processo de trabalho, que se iniciou formalmente em Janeiro de 2008. A longa exposição do veículo à humidade tinha corroído uma parte significativa de peças e painéis da carroçaria e a sua estrutura em carvalho encontrava-se igualmente deficitária. Felizmente, o motor V2 de 845 cm3 encontrava-se relativamente bem preservado e para além de uma metódica limpeza e de uma reparação cuidada, pouco mais teve que levar de novo, para lá de 2 pistões e de algumas anilhas.

Quanto à cor do modelo, a verdade é que nem os mais recônditos parafusos tinham escapado ao rápido desgaste da pintura original. Porém, Eva Ticova descobriu em arquivo um catálogo de cores de 1938 que lhe permitiu perceber tratar-se de uma pintura entre o bege, o bronze e o ouro, de matiz metalizada – curiosamente um acabamento improvável para um pequeno carro, já que, à época, este tipo de pintura era bastante caro. A este propósito, Eva Ticova é peremptória – a pintura empregue no restauro é apenas uma aproximação ao original porque os componentes utilizados na tinta metalizada dos anos 30 eram tão perecíveis que não garantiriam a sua perduração no futuro. E agora, mais do que nunca, o Sagitta é para conservar, não só como exemplar único, mas também como modelo 'vivo' da história de um construtor sem paralelo.

Numa altura em que a Skoda trabalha no desenvolvimento de um novo citadino, o nome Sagitta poderia, com toda a propriedade, voltar a fazer parte da lista de automóveis da marca, dando assim a continuidade merecida à história de um pequeno carro cujo futuro, certamente brilhante, foi abruptamente interrompido pelos horrores da 2ª Guerra Mundial. Mas mesmo não sendo pelo nome de baptismo, é certo que o espírito do Sagitta voltará a ostentar as cores da Seta Alada dentro de cerca de ano e meio. E desta vez, com o merecido sucesso.

Este post teve como fonte principal um artigo publicado na newsletter «ExtraTour» da Skoda Alemã, da autoria de Thomas Wirth.

Mais informações em: http://www.skoda.de/

[fotos: ExtraTour | http://www.skoda.de/]

terça-feira, 27 de abril de 2010

À Frente na Sua Classe

[Publicidade de época ao Skoda Octavia . Revista «The Motor», Maio de 1961]