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sábado, 24 de julho de 2010

«A César o que é de César»


No post «Joyster», o leitor César Ribeiro deixou-nos um interessante comentário sobre as suas aspirações para o futuro da Skoda, cruzando desejos pessoais com informações veiculadas por alguns órgãos de comunicação social. Pelo interesse desta reflexão, publicamos aqui o referido texto que, pelas razões referidas acaba por ter um autor diferente do habitual. Assim sendo, é caso para dizermos «a César o que é de César». 

«Os rumores multiplicam-se em relação aos modelos a lançar pela Skoda nos próximos anos.

A Autocar lançou há pouco tempo a notícia que a Skoda lançará nos próximos 2 anos um coupé e que a marca em princípio iria recuperar o concept do "original" Joyster de 2006; agora é a Auto Express a dizer que o pequeno citadino receberá o nome de Joyster.

Seja como for, é bom ver que a marca está a expandir-se e a concentrar-se nos aspectos fundamentais do mercado, de forma a "infiltrar-se" nas vendas, como tão bem sabe fazer. A meu ver faltava urgentemente (há anos) um citadino ao grupo VW, que com o projecto Up! virá preencher essa lacuna.

Mas à Skoda faltava este coupé para "entrar no mundo" Focus, Astra, etc. Só tenho pena é que pelo parece não terá variante 3 portas, o que será uma "machadada" no coração de muitos puristas.

Falta também à Skoda um monovolume. Um monovolume tipo Sharan/Alhambra ou até como a Touran com o símbolo Skoda (que tem no seu público alvo clientes mais ligados a características como espaço, família, conforto do que a SEAT) e com preços aliciantes venderia muito...

Falta também um cabrio, que como já anunciado pela semlimites, estará preso pelo receio do grupo numa possível canibalização em relação a modelos Audi/VW, que como já se sabe, apresentam sempre uma qualidade/preço menos apelativa racionalmente do que a Skoda.

Para mim esta é uma falsa questão, já que a competição fomenta o desenvolvimento, e consequentemente beneficia o cliente, que espera comprar um bom produto a um bom preço. A canibalização é inevitável, tal como a criação dos vários grupos automóveis assim o prova. Peugeot e Citroën concorrem, tal como Lancia e Alfa Romeo ou Hyundai e Kia. Entre outros. É inevitável. Por isso já era altura da VW abrir definitivamente as portas a novos projectos por parte da Skoda e principalmente SEAT, que nos últimos tem sido verdadeiramente negligenciada pela VW.»

[esquisso do Skoda Yeti: Skoda Auto]


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Verão

Hoje começa o verão. O sol, o calor e a proximidade do tempo de férias apelam-nos a um passeio de carro a céu aberto. Mas, com excepção do fugaz Rapid Cabriolet [apenas disponível no Reino Unido], a Skoda já não fabrica um descapotável desde os idos anos 60, quando cessou a produção do icónico Felicia – curiosamente, um tipo de carroçaria em que a marca sempre teve uma excelente reputação. Ou seja, conduzir hoje um Skoda descapotável é algo que está, infelizmente, ao alcance de muito poucos.

Porém, o que é certo é que qualquer busca cibernáutica revela um enorme desejo pelo regresso de um Skoda cabrio às estradas, como o comprovam os inúmeros artigos, debates e antevisões sobre este assunto, difundidos pela internet.

Neste momento, e segundo informações veiculadas pela «Auto Motor und Sport», a Skoda não enjeita a possibilidade de regressar a este nicho de mercado, desde que a procura seja suficientemente grande para justificar o investimento, o que significa que só haverá luz verde quando a apetência por um modelo descapotável estiver consolidada para lá das fronteiras do mercado europeu. Ainda segundo a «AmuS», uma versão cabrio do Fabia, poderá fazer uso da base técnica do Audi A1 descapotável, reduzindo significativamente os custos de desenvolvimento do automóvel. Porém, a publicação alemã afiança que o Fabia Cabriolet só chegará aos stands se a Audi e a Volkswagen ultrapassarem receios de canibalização por parte do construtor de Mladá Boleslav. De certa forma, esta atitude é, no nosso entendimento, querer evitar o inevitável, porque a canibalização dentro do Grupo existe e existirá sempre, pelo menos enquanto for entendida como um 'bicho-papão', em vez de ser entendida como um estímulo para o progresso e para uma melhor individualização de cada marca. Por isso lançamos o repto ao quartel-general de Wolsburgo – 'soltem' lá o Skoda Cabrio, que só terão a ganhar com isso.

Mais informações em: http:www.auto-motor-und-sport.de

[imagem: Christiane Schulte | extraída de www.auto-motor-und-sport.de]